Sunday, October 11, 2009

Conversa



O bar está fechado (mesmo o Aberto)

Lugar para o sorriso? Sempre, em qualquer lugar.

Entra, senta, liga o computador.


Vai, volta, pega os patins.

Vamo comigo? Eu levo as joelheiras!

Sol, Beatles, canções.


Macarrão com Brócolis

Molho branco.

Entra, senta, liga o computador


Divaga, pergunta, reflete

Mais uma pausa para o sorriso? Sempre, em qualquer lugar.

Qual o efeito de um sorriso distante?


Se está só, se está pronta, se ainda está.

Está?

Mas o que importa afinal é a corte ou o romance?


É o gelol, o merthiolate e o sonrisal, obvio!

Prepara a parede, e se cair, levanta!

Porque no final das contas são os Cavaleiros do Zodíaco que estão sempre certos!

Friday, June 12, 2009

Me Gusta Cuando Callas

Neruda por neruda




Me gustas cuando callas porque estás como ausente,

y me oyes desde lejos, y mi voz no te toca.
Parece que los ojos se te hubieran volado
y parece que un beso te cerrara la boca.
.
Como todas las cosas están llenas de mi alma
emerges de las cosas, llena del alma mía.
Mariposa de sueño, te pareces a mi alma,
y te pareces a la palabra melancolía.
.
Me gustas cuando callas y estás como distante.
Y estás como quejándote, mariposa en arrullo.
Y me oyes desde lejos, y mi voz no te alcanza:
Déjame que me calle con el silencio tuyo.
.
Déjame que te hable también con tu silencio
claro como una lámpara, simple como un anillo.
Eres como la noche, callada y constelada.
Tu silencio es de estrella, tan lejano y sencillo.
.
Me gustas cuando callas porque estás como ausente.
Distante y dolorosa como si hubieras muerto.
Una palabra entonces, una sonrisa bastan.
Y estoy alegre, alegre de que no sea cierto.


Wednesday, May 06, 2009

Ausência


Por muito tempo achei que a ausência é falta.

E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.


**Presente de bom dia da minha mãe =))

Tuesday, April 28, 2009

Smoking Kills

Saturday, April 25, 2009

Good Riddance


E quem diria que uma banda de punk pudesse fazer uma letra dessas...


Another turning point, a fork stuck in the road
Time grabs you by the wrist, directs you where to go
So make the best of this test, and don't ask why
It's not a question, but a lesson learned in time

It's something unpredictable, but in the end it's right.
I hope you had the time of your life.

So take the photographs, and still frames in your mind
Hang it on a shelf in good health and good time
Tattoos of memories and dead skin on trial
For what it's worth it was worth all the while

It's something unpredictable, but in the end it's right.
I hope you had the time of your life.

Friday, March 27, 2009

Roda viva 2


Uma vez me disseram que a vida funcionava dentro de um ciclo vicioso. Que uma vez que você quebrasse algo que estava te fazendo mal, tudo passava a girar em seu favor. Será?

Acho que ao invés de quebrar a roda viva, talvez a melhor idéia seja fazer uma nova. Eu sempre tive problemas me desfazendo das coisas, sejam elas boas ou ruins.

Entrando num novo ciclo... num novo mundo!

Sunday, March 08, 2009

Roda Viva


Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu...

A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá ...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

A roda da saia mulata
Não quer mais rodar não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou...

A gente toma a iniciativa
Viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola prá lá...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

O samba, a viola, a roseira
Que um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou...

No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade prá lá ...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

Friday, March 06, 2009

So What!?

Am I to be blamed for aiming at an ordinary life?
Am I to be blamed for not being ambitious?

Sick of trying to be what people expect me to!
Sick of working to pay my bills.

I am trading Greatness for happiness. If that means that I have to put up with ordinariness... fine!
I just need some peace of mind!

Yes, I am not in a good mood today.

SO WHAT!?

Tuesday, February 17, 2009

Guia de sobrevivência do turista no Carnaval de Pernambuco




1. Ao encontrar algum bloco que possui boneco gigante, preste atenção nas mãos do boneco "pro mode" não levar uma mãozada no "quengo". Embora o efeito do álcool se vá logo após a chapuletada, não é, obviamente, uma sensação agradável.


2. Se você escutar alguém gritando "Madeeeeeeeeeeeeeeiiiiiraaaaaaaaa", não se assuste, pois ninguém vai ficar derrubando árvore em pleno Carnaval. É apenas algum bloco ou banda cantando o hino do bloco "Madeira do Rosarinho", o qual você vai escutar umas 14.889 vezes por dia. Até a quarta-feira de cinzas, você saberá a letra de cor.


3. Não se incomode se, ao seguir um bloco, a bandinha tocar sempre as mesmas músicas. Também não se incomode se, ao seguir próximo bloco que passar, a banda deste tocar as mesmas músicas que o bloco anterior tocou. O Carnaval de Pernambuco é assim mesmo, é tradição. É a época do ano que os pernambucanos se reúnem pra ouvir as mesmas dez músicas de sempre.


4. Nem pergunte qual é o frevo novo que é a sensação deste ano. Faz tempo que isso não existe em Pernambuco. E nem invente de perguntar qual é a dança da moda. Você corre o risco de apanhar, pois isso é coisa de baiano.


5. Nunca entre em discussão com algum pernambucano sobre qual é o melhor Carnaval dentre o baiano, o pernambucano e o carioca. Vocês nunca vão chegar a conclusão alguma.


6. Nunca pergunte pra onde um bloco está indo. Siga-o apenas. Nunca se sabe onde um bloco vai parar, e nem onde começa.


7. Em Olinda, não se desespere se você passar horas e horas sem ver passar algum bloco de Carnaval. O bom do Carnaval olindense é a espera.


8. Não leve carteira, relógio, telefone celular e outros pertences pra o meio da folia. O Bloco do Arrastão desfila todos os dias e a qualquer hora.


9. Se você for homem, não fique constragido em mijar no meio da rua quando der vontade. Se assim não o fizer, vai acabar mijando nas caçolas se tentar achar um banheiro. Se você for mulher, trate logo de achar um banheiro público e entrar na fila duas horas antes de chegar a vontade de falar com o homem do balcão.


10. No Carnaval de Olinda, se você for uma mulher bonita e gostosa, correrá o risco de, sem o seu consentimento, ser agarrada, beijada, apalpada e outras coisas terminadas em "ada". Nem vá de shortinho curto e de tecido leve. Vai voltar com a arruela "assadinha". Use a velha bermuda jeans. Se você for homem e tiver uma namorada gatinha, nem passe perto da cidade alta. Mas, se você for uma mulher feia, é hora de aproveitar e tirar o atraso acumulado. Pois, em Olinda, vale o velho ditado: "não existe mulher feia; você é que bebeu pouco" ... Vai que é tua, baranga!


11. Outro ditado que vale no Carnaval: cú de bêbo não tem dono. Assim, vale mais usar o outro ditado "quem tem cú, tem medo" na hora de beber. Pense 2 vezes antes de enfiar o pé na jaca. Não confie nem nos amigos!


12. Não saia cedinho de casa pra ver o desfile do Galo de Madrugada. Este bloco não desfila e nem nunca desfilou de madrugada. Ao final do desfile, procure um bom dermatologista .... depois de se recuperar.


13. Em Olinda, depois de tomar todas, nunca tente subir a Ladeira da Sé à pé. Álcool só é combustível pra automóvel.


14. Se você for pra folia de carro, prepare-se para pagar antecipadamente 10 reais ao flanelinha pra deixar o carro na rua - se conseguir achar algum lugar. Além disso, prepare pra enfrentar engarrafamentos homéricos.


15. Não fique constrangido se você estiver no meio de um bloco "lírico" e não souber o que porra é lirismo. Também não fique sem jeito se o bloco for um do tipo "bloco-de-saudade-de-velhos-carnavais" e você não estiver sentido saudade alguma. Metade dos participantes desses blocos também não sentem porra de
saudade nenhuma, só dores nas juntas. Grande chance de achar aquela velha tia-avó viúva ou a tia solteirona, que há muito você não via.


16. Se você for alérgico a mofo, passe longe dos "blocos-de-saudade-de-velhos-carnavais".


17. No meio desses "blocos-de-saudade-de-velhos-carnavais", finja que sabe quem é Felinto, Pedro Salgado, Pierre, Fenelon e o velho Edgar Moraes. Assim, você se enturmará mais rápido com o pessoal. Se, por curiosidade, você perguntar quem são esses caras, provavelmente vai receber como resposta um constrangido "não sei".


18. Não há problema algum em não saber dançar frevo. 99% dos pernambucanos não sabem fazer o passo.
- Nem tente ! Você poderá acabar seu Carnaval num ortopedista.


19. Quando você não estiver escutando porra nenhuma, tenha certeza que é o "blocos-de-saudade-de-velhos-carnavais", passando na sua frente.


20. Caso o bloco que vocês está seguindo, passe na frente de alguma emissora de TV transmitindo em rede nacional, ao vivo, prepare-se para escutar pela enésima vez o hino do Vassourinhas, e levar um monte de caneladas. Pule feito um louco até a música acabar. E não se esqueça de "abrir" os cotovelos ....

Monday, February 16, 2009

Bandeira Branca



É carnaval! E eu comecei as comemorações quinta feira passada. Show da minha "prima" linda, Mariana (foto).

Pra quem gosta de MPB clássica e boa música, o show dela foi o melhor que eu fui em muito tempo. Ela está com um projeto novo chamado árvore, em que ela conta e canta a história músical da família dela desde a época das cantoras de rádio até agora. Tem samba de rádio, Chico, Cole Porter. Um repertório incrível com uma banda impecável e uma cantora linda. Vale a pena ver.

A estranha coincidência? Duas músicas que a Mariana tocou e que eu ouvi outra vez no samba do sábado (sim, eu estou sambista) não saem da minha cabeça:

Bandeira branca amor
Não posso mais
Pela saudade que me invade
Eu peço paz

Saudade mau de amor, de amor
Saudade dor que dói demais
Vem meu amor
Bandeira branca, eu peço paz


E a outra...

Chora, não vou ligar
Chegou a hora
Vai me pagar
Pode chorar pode chorar (mais chora!)
É, o teu castigo
Brigou comigo
Sem ter porquê
Eu vou festejar, vou festejar
O teu sofrer, o teu penar

Você pagou com traição
A quem sempre lhe deu a mão

La laia, la laia
La la la

Qual será o samba enredo do meu carnaval??

Bom humor Mode on =DDD

Tuesday, February 10, 2009

GRRRRRRRRRRR


Quer sentir masi ou menos como será se você for pro inferno? Experimente pegar a combinação Marginal + Rebolsas + 9 de julho por volta do meio dia.

Hoje peguei o primeiro grande trânsito desde que vim morar aqui. Levei 1 hora e 50 minutos para atravessar um trecho feito em 20. Stress!

* Bad mood mode on!

Saturday, February 07, 2009

Saturday night


É engraçado como as coisas são. Até um tempo atrás eu acharia que passar um sábado a noite em casa sozinha era a coisa mais deprimente do mundo. Hoje, estou aqui por opção. Mandei pedir Wraps, coca light e vou assistir todos os episódios de Heroes. Estar bem o suficiente pra se divertir na própria companhia é um privilégio de poucos =)

Wednesday, February 04, 2009

Time to let go

Parou de chover.
Está um dia lindo lá fora.
É sempre bom poder apreciar as coisas lindas da vida, mesmo que de forma triste.
Talvez o meu olhar ainda fique melancólico durante muito tempo.
Talvez pra sempre.

Infelizmente (ou não) maior prova de amor está em abrir mão do que se ama.

** Listening Free as a Bird.

Tuesday, February 03, 2009

Espera

São quatro e meia da manhã e eu cotinuo com insônia.

Esperando...

Há exatos 1 ano e dois meses achei que havia terminado a espera.

Hoje, só espero não estar enganada.

Talvez a espera acabe onde comece a esperança, talvez não.

A esperança foi embora junto com o meu conto de fadas.

E eu que sempre esperei realidades e imperfeições, novamente espero esperança.

Espero a volta de um sonho, não quero o real, quero o esperado.

A verdade é que não se pode esperar que é pra sempre, nunca é.

Por enquanto espero ansiosa.

Sunday, February 01, 2009

Life goes round and round



Durante muito tempo me diverti em projetos auxiliares, em blogs e escritos com pseudônimos, em trabalhos que não tinham nada a ver com a escrita. De repente uma necessidade incrível de colocar tudo o que sinto numa página de computador.

Provavelmente uma volta ao passado.

Tanta coisa mudou, outras voltaram a ser as mesmas.

O café e o cigarro, que outrora foram substituídos por uma vida feliz e saudável outra vez são companheiros inseparáveis. A angústia, tão necessária ao bom escritor e tão dispensável a vida feliz e medíocre que eu secretamente desejei desde que me apaixonei pela primeira vez parece não me deixar mais.

Começo e acabo esse post numa outra cidade, numa outra vida, com o mesmo jazz tocando e uma vontade insuportável de colocar para fora tudo que me aflige.

** Ouvindo Billie Holiday Good Morning Heartache.

Sunday, September 16, 2007

Coquetel Molotov PARTE I - Dos cantores para alma


Quanto tempo dura o momento perfeito?
Ontem, no coquetel molotov, eu cheguei à conclusão de que o momento perfeito duraria exatamente o tempo daquela música. Ou seria aquela a trilha sonora do tal momento?

Eu fui ao show pra ver Nouvelle Vague e, é com vergonha que confesso, as outras atrações me interessavam pouco. Mas não são essas as melhores coisas? As que surpreendem?
O teatro estava lotado, muita gente em pé. Conseguimos, com sorte, dividir uma única cadeira num lugar de visibilidade razoável. Ia começar o show de Cibelle, e eu estava muito curiosa para conhecer os seus projetos, tinha em casa três ou quatro músicas, das quais gostava bastante, e só!
De repente, aquela figura exótica adentra o palco, solta um grande “PUTA QUE PARIU” ao ver a quantidade de gente que tinha no teatro, e começa a cantar. Era um som diferente, ousado, experimental e harmônico ao mesmo tempo, fazendo o queixo de cada uma das centenas de pessoas que estavam ali dentro cair.
Eu lembrei dos meus tempos de adolescência, quando era uma menina de 18 anos entrando de penetra nas festas homéricas que o meu pai costumava promover. Nesse dia específico, havia umas vinte pessoas na casa, mais os dois cantores.

Na verdade, um cantor e uma cantora, puxando uma cantoria que ia desde um bom forró pé de serra a pérolas da MPB. Três horas de muito álcool e muita música depois, ninguém tinha mais sugestão de repertório, risos e conversas se sobrepunham e chegou a parecer que a seresta ia "morgar".

De repente a cantora para, respira, vira o restante da taça de champagne, pede ao cantor que não a acompanhe com o violão e começa a cantar:

“Já conheço os passos dessa estrada sei que não vai dar em nada meu destino eu sei de cór...”

Seria “apenas” a música mais linda de todos os tempos, cantada por uma bela voz. Não foi! A música tomou conta da cantora e de todos os presentes, foi quase uma possessão em massa.

Não se conseguia mais ouvir a respiração das pessoas. Não que não ousassem respirar. A dor da música entrou em todos de uma forma que os sufocou.

Ficamos todos parados, enfeitiçados por todo aquele sofrimento, toda aquela beleza, toda aquela explosão que ecoava no terraço aberto e adentrava cada ponto sensível que estava presente.

“Vou colecionar mais um soneto outro retrato em branco e preto a maltratar meu coração”.

Quando a música acabou, a cantora, a primeira a “sair do transe”, deve ter estranhando um bocado a falta de aplausos. Acho que nem ela tinha visto o efeito que aquilo tinha causado. Estavam todos parados, atônitos, olhos marejados, tentando recuperar o fôlego. Alguém finalmente conseguiu aplaudir, a cantora entendeu o tamanho da confusão, deu uma grande gargalhada e puxou um coro de “Andança”.

“Vi tanta areia andeeeeeei”

Eu respirei fundo
Dei um beijo na bochecha da cantora, enchi o copo dela de champagne e o meu de vodka, acendi um cigarro e me perguntei quantos “cantores de alma” existiriam no mundo.

Nossa! O ar falta só de lembrar! Acho que assim como a música toma conta dos cantores, a história toma conta dos escritores (ou pseudo)! O restante de show de ontem vai ter que virar outro post.

Continua...

Tuesday, September 11, 2007

Uma Epifania em Minha Vida - As Fionetes

Dois posts em um único dia!? Esse merece! Composição da minha querida amiga Lali. Incrível!
KKKKKKKKKKKKKKK

video
"Após testemunhar o assassinato de seu pai um garoto fica cego, surdo e mudo. Sua mãe procura vários tipos de tratamento para o filho, mas todos fracassam. Até que, ao crescer, ele se torna um campeão de fliperama e um grande ídolo pop."

Sabe aquele filme que você sempre ouve o seu pai falar e morre de curiosidade para assistir? Finalmente eu consegui baixar na net o Tommy de Ken Russel, uma das duas óperas rock em larga escala do The Who, o primeiro trabalho musical explicitamente chamado desta maneira. O filme é uma viagem, com uma trilha sonora escandalosa, pra entrar na alma de qualquer amante do rock. Isso sem contar com o elenco! Vale muito a pena!
Elenco:
Oliver Reed (Frank Hobbs)
Ann-Margret (Nora Walker Hobbs)
Roger Daltrey (Tommy Walker)
Elton John (Mágico do Pinball)
Eric Clapton (Pregador)
John Entwistle (John Entwistle)
Paul Nicholas (Kevin)
Jack Nicholson (A. Quackson)
Pete Townshend (Pete Townshend)
Tina Turner (Acid Queen)
Arthur Brown (Padre)
Victoria Russell (Sally Simpson)
Ben Aris (Reverendo A. Simpson)
Mary Holland (Sra. Simpson)
Barry Winch (Tommy - jovem)
Robert Powell (Capitão Walker)
Ken Russell

Monday, September 10, 2007

Reflexões pós 7 de Setembro - Parte I

Acho que o meu feriado foi o que se pode chamar de "Feriado de mamute". Tudo que eu fiz deu em merda, metafórica e literalmente =//. Se alguém entende dessa história de energia, por favor me explique que energia tronxa é essa que anda canalizada em mim, pq tá difícil!
Num final de semana em que aconteceu de tudo um pouco, eis que a minha noite de domingo me prega uma surpresa especial. Estava eu, recém saída do hospital depois de ter uma super queda de pressão e quase ser expulsa por perturbação graças à dupla dinâmica que estava comigo, quando resolvemos parar pra comer um crepe. Afinal, eu merecia um final de domingo pelo menos com uma comidinha decente. Minha noite estava melhorando, e eu já estava quase acostumada a ser amarela, ao invés de verde. Crepezinho gostoso, boas companhias e muita zona à respeito do meu estado. De repente, um senhor com cara de ébrio e um violão na mão, aproxima-se e pede para fazer um desenho de uma de nós.
** Como assim um cara com um violão pede pra fazer um desenho?**
Uma daquelas figuras que só se encontra uma vez na vida. Como eu tinha duas cantoras na minha mesa, loucas por uma boa farra, mesmo com uma enferma precisando ir pra casa, o senhor bonzinho acabou sentando e tomando uma cerveja. As meninas se apossaram do violão dele e começou uma seresta. Madredeus, Paulinho Mosca, Chico Buarque de Holanda cantado divinamente por nosso, agora amigo, cantor-desenhista-motobicicletista (como ele mesmo definiu o seu meio de transporte). Um final de noite adorável, de fato.
Moral da história: "Mesmo quando tudo ao seu redor parece merda ainda pode-se extrair uma grande seresta de um desenhista montado em uma bicicleta." HEIN!?

Tuesday, September 04, 2007

Never care for what they say...


São 1:59 da manhã e eu estou visivelmente irritada. Com uma entrevista importante amanhã, fui tirada da cama por uma mensagem não muito agradável. Não sei porque isso ainda me incomoda, não sei porque eu me abalo com isso, mas precisava brigar com alguém.
Estava eu, deitada na cama, assistindo um documentário sobre extraterrestres e morrendo de medo, quando recebo uma mensagem no celular, com Rafaela Guerra indignada, xingando até a minha oitava geração.
- O que foi Rafa?
- Estão espalhando outra vez que eu e você temos um casamento lésbico de 4 anos.
- Qual é a novidade minha esposa? KKKKKKKKKKKKKKKK
- Vá se f@#@#$#$!!!! A novidade é que estão espalhando pra minha família e pra sua. Faça alguma coisa!
- Rafa, se cada vez que o povo maldasse a nossa amizade a gente fosse estressar, eu e você não faríamos mais nada!
- Eu vou morrer encalhada, desminta isso!
- Vai adiantar?
- Não interessa!
Bom, está tarde demais para eu ligar pra pessoa que disse esse absurdo, e como eu sei que das 3500 pessoas que já visitaram esse blog (assim como das 14000 que visitaram o blog de Rafa) apenas umas 500 querem realmente o nosso bem, e o restante, bando de desocupados, vêm aqui pra procurar o que falar (falta de cultura, de assunto e do que fazer), vai aqui o meu desabafo.
Rafaela Guerra é a irmã que eu escolhi, já que eu não tenho nenhuma da minha idade. Eu a amo tanto quanto amo os meus irmãos. Com quem ela dorme ou deixa de dormir, com quem eu durmo ou eu deixo de dormir, não diz respeito a ninguém. Mas, para os curiosos de plantão, eu não durmo com ela nem ela comigo, pelo menos não da forma que vêm dizendo por ai.
Desculpas aos meu amigos, e à minha mãe se por ventura vier a ler isso, mas é um desabafo que precisava ser feito.
E se alguém da turma da inveja resolver espalhar boatos por ai, ou se pior, alguém próximo e que eu ame (como aconteceu) resolver acreditar neles e confirma-los, por favor, tenham o cuidado de inventar coisas ao menos plausíveis.
Por hoje é só.

Monday, September 03, 2007

Pedro pedreiro penseiro


Pedro pedreiro penseiro esperando o trem
Manhã, parece, carece de esperar também
Para o bem de quem tem bem
De quem não tem vintém
Pedro pedreiro fica assim pensando
Assim pensando o tempo passa
E a gente vai ficando pra trás
Esperando, esperando, esperando
Esperando o sol
Esperando o trem
Esperando o aumento
Desde o ano passado
Para o mês que vem
Pedro pedreiro penseiro esperando o trem
Manhã, parece, carece de esperar também
Para o bem de quem tem bem
De quem não tem vintém
Pedro pedreiro espera o carnaval
E a sorte grande no bilhete pela federal
Todo mês
Esperando, esperando, esperando
Esperando o sol
Esperando o trem
Esperando aumento
Para o mês que vem
Esperando a festa
Esperando a sorte
E a mulher de Pedro
Está esperando um filho
Pra esperar também
Pedro pedreiro penseiro esperando o trem
Manhã, parece, carece de esperar também
Para o bem de quem tem bem
De quem não tem vintém
Pedro pedreiro está esperando a morte
Ou esperando o dia de voltar pro norte
Pedro não sabe mas talvez no fundo
Espera alguma coisa mais linda que o mundo
Maior do que o mar
Mas pra que sonhar
Se dá o desespero de esperar demais
Pedro pedreiro quer voltar atrás
Quer ser pedreiro pobre e nada mais
Sem ficar esperando, esperando, esperando
Esperando o sol
Esperando o trem
Esperando aumento para o mês que vem
Esperando um filho pra esperar também
Esperando a festa
Esperando a sorte
Esperando a morte
Esperando o norte
Esperando o dia de esperar ninguém
Esperando enfim nada mais além
Da esperança aflita, bendita, infinita
Do apito do trem
Pedro pedreiro pedreiro esperando
Pedro pedreiro pedreiro esperando
Pedro pedreiro pedreiro esperando o trem
Que já vem, que já vem, que já vem ...

Wednesday, August 29, 2007

Dos anti-heróis

Enquanto todo mundo está na rua e eu padeço em casa, com a única coisa que eu venho pegando nos últimos tempos (a gripe), nada como uma sessão besteirol pra passar o tempo.
É até constrangedor admitir, mas eu sempre tive um fraco pelos vilões. Na medida certa, o vilão atrai com seu charme delicadamente insano, com a maneira que seduz a mocinha e com o ar de superioridade com que olha o "tal do herói". É uma pena que o fato de fazer o mal não seja apenas um pequeno detalhe.
Perante tais circunstâncias, meu post hoje vai em defesa de um primo próximo do vilão, mais bonzinho, porém igualmente charmoso.

Na minha busca constante pela imperfeição, tenho encontrado os mais diferentes tipos de anti-heróis. Essa espécie louca, imprudente, egoísta, mas que no final das contas, acaba fazendo o bem (sabe-se lá como).

Adoro um olhar sedutor, meio anjo, meio canalha. Um jeitinho desastrado, uma cara de mau e um beijo roubado! A explosão, as inconstâncias, e o sorriso tímido de quem, no final das contas, é só mais um menino querendo colo.

Eu amo os anti-heróis pela sua humanidade, por todos os seus defeitos lindos, me matando de raiva com infantilidades, e de rir com besteirol e imprudências insanas!

Definitivamente, heróis nâo têm vez comigo.




Saturday, August 25, 2007

Profile

"O Coronel Aureliano Buendia promoveu trinta e duas revoluções armadas e perdeu todas. Teve dezessete filhos varões de dezessete mulheres diferentes, que foram exterminados um por um numa só noite, antes que o mais velho completasse trinta e cinco anos. Escapou de quatorze atentados, setenta e três emboscadas e um pelotão de fuzilamento. Sobreviveu a uma dose de estricina no café que daria para matar um cavalo. Recusou a Ordem do Mérito que lhe outorgou o Presidente da República. Chegou a ser comandante geral das forças revolucionárias, com jurisdição e mando de uma fronteira à outra, e o homem mais temido pelo governo, mas nunca permitiu que lhe tirassem uma fotografia. (...)"
Um dia ainda consigo resumir minha vida dessa forma =))

Thursday, August 23, 2007

Verdades e mentiras

O entediante dia de uma ex-desempregada e provisoriamente free-lancer.
Às vezes até eu me impressiono com a quantidade de tempo que eu costumo passar na internet. Se o vício em computadores fosse algo mais difundido, eu certamente estaria
* inter-nada *
Há males que vêm para bem.
Passeando hoje pela net, aproveitei pra rever os blogs de uns amigos, dois em especial, Dri e Marci. Marci é uma das minhas escritoras preferidas e, mesmo ela nunca postando nada por lá, eu sempre dou uma passeada pra rever os textos. Eu já li tudo o que ela escreve de cabo a rabo, inclusive os textos inéditos, que ela me manda qdo está boazinha =))).
O blog de Dri...
O blog de Dri colocou todo o meu pragmatismo sentimental no espaço... ou melhor, matou o sentimental, restou o pragmatismo.
Qual o real sentido de um blog q tem metade do título sentimento mas que mostra apenas o pragmático!? Talvez isto aqui seja apenas uma
*Pragmática Vitrine Virtual*
com o mais rígido controle sob qualquer manifestação intimista. Saudade de escrever com a alma, ou pelo menos com o sentimento.
[Pensamentos sentimentais: mode on]

Wednesday, August 22, 2007

Sobre o FLOG

Já foi o tempo que flog era uma coisa popular, cheio de visitantes, e um vício insuportável e insuperável. O meu primeiro flog /renatanader, criado no tempo do rococó, quando não existia nem internet a cabo era o meu maior vício, meu álbum de recorações, de momentos.
Fechado por motivos de força maior.
Abri um flog novo, o /oraculovirtual e passei a postar vez por outra, uma foto perdida. Mas, infelizmente ele perdeu um pouco do sentido. Agora que o meu computador ressussitou, e q eu estou, temporariamente, sem nada pra fazer, o flog vai ter uma proposta nova. Fotos, não necessariamente minhas, para ilustrar textos de músicas, filmes e livros. Como primeiro post dessa nova fase, Marci, como a "Maga" de Cortázar. Amanhã tem mais =))))

Wednesday, August 15, 2007

Kundera

Conversa no MSN hj, por volta do meio dia.

- Você já leu a Insustentável leveza do ser não é?
- Já sim.
- Ótimo... estou querendo postar um texto dele no blog, o que fala sobre co-incidências, mas não estou achando na net.
- Não lembro desse trecho.
- Como você pode não lembrar, é o trecho mais lindo do livro!
- Não, o trecho mais lindo do livro é quando ele acorda com ela de mãos dadas.
- ... (silêncio de derrota)

" Com outras mulheres, ele nunca dormia. Quando ia vê-las em suas casas, era fácil, podia ir embora quando quisesse. Era mais delicado quando elas vinham à sua casa e ele tinha de lhes explicar que as levaria de volta depois de meia noite, pois sofria de insônia e não conseguia dormir junto de outra pessoa. Não estava longe da verdade, mas a razão principal era menos nobre e não ousava confessá-las a suas companheiras: no instante que se seguia ao amor, sentia um irresistível desejo de ficar só. Achava desagradável acordar em plena noite ao lado de um ser estranho; repugnava-lhe o despertar matinal do casal, não tinha vontade de ser ouvido escovando os dentes no banheiro, nem s eentia atraído pela intimidade de um café da manhã a dois.
Portanto, qual foi a sua surpresa quando acordou com Tereza segurando firmemente a sua mão! Olhou-a e custou a compreender o que estava acontecendo. Evocou as horas que tinham se passado e acreditou respirar o perfume de uma felicidade desconhecida.(...)"

* Eu poderia passar dias somente postando trechos desse livro. Tão lindo que dói =)))

Saturday, August 11, 2007

Ondjaki

XVI
escreve-se de noite.
na casa de um amigo onde o
chinelo da volúpia é roto;
escreve-se para o outro.
para que a metade ausente do sonho
se liquidifique
e apareça;
no justo retorno à cama,
na merecida temperatura calma.
morena, serena.
escreve-se o torto para intimidar
o direito;
afaga-se a diagonal, o caminho férreo
na cicatriz do peito.
no apertado adorno da campa
na esmorecida quentura da alma.



Pra quem gosta de literatura africana, uma dica que eu recebi semana retrasada.

**Ficcionista, poeta, guionista e artista plástico**

Queriam que eu lesse um texto específico dele que eu nao consegui encontrar. Ao invés disso, descobri que ele possui um site no msn groups:

http://groups.msn.com/ONDJAKI/ocomeo.msnw

Vale conferir.

Sunday, July 01, 2007

Reencontro

- Quanto tempo, quanta saudade.

- É mesmo.

- Por que você nunca sai comigo, sinto tanto a sua falta!

- Nós somos de mundos diferentes, andamos com pessoas diferentes.

- E dai?

-É engraçado a forma como nos conhecemos, os posts de fotologs, a afinidade nos poemas, as confissões de segredos e problemas.

- Faz tanto tempo...

- Nunca tínhamos nos encontrado, visto os rostos reais além das fotos, eram tudo confissões e histórias e, no entanto, a gente se gostava tanto. Ainda se gosta, aliás.

- É verdade, mas mesmo assim a gente se tão pouco...

- Você mudou muito.

- É revoltante como todos dizem isso.

- Hoje, a única coisa que nos aproxima é o coração.

- Essa frase é muito pesada.

- Sabe o que falta em você? Segurança. Você tem uma coisa especial, assim como eu. Você presta atenção nas pessoas, você sente. No meio de tanta gente fútil, num mundo de alienados e egocêntricos, você sabe o que as pessoas precisam, e você pode dar a elas tudo o que elas querem. Isso faz de você especial.

- Eu nunca tive grande segurança estética. Aliás, não tenho nenhuma. E não olhe pra mim com essa cara, isso não tem nada a ver com o fato de eu andar com as pessoas que eu ando. Você vê por entre as pessoas, e sabe que no fundo, não sou eu a perdida entre eles, estamos todos perdidos... somos unidos pelo afeto, não pelos valores. Eu sei que sou diferente, até sinto que sou quase especial, tal como você diz. Mas, trocando em miúdos , todo grande livro de filosofia tem uma pontinha de vontade de se tornar um best seller.

- Eu não sou profissional de auto ajuda, mas vou te dar um conselho: tenha segurança em você, acredite, dê as pessoas o que elas querem, você sabe exatamente do que elas precisam.

- Eu não gosto de jogar, eu sou boba, lembra?

- Você tem que ser egoísta! Primeiro você, segundo você, terceiro você! Você da valor demais a pessoas que não merecem!

- Por isso eu adoro nossas conversas! Até parece! Você é pior do que eu! Não sou eu que me auto intitulei um dia ameba emocional! Ademais, acho que nesse ponto uma postura mais segura me ajudaria sim, sempre ajuda. Mas não é isso... Eu posso sim manipular as pessoas, conquistá-las, sei como elas pensam. Aliás, o que não é só privilégio meu, certo? Eu amo a paixão em si, mas não amo a conquista pela conquista. De que adianta ganhar um troféu se ele não terá utilidade? Eu já perdi muita gente por não ter sido eu "no antes", e não suportar ser alguém diferente "no depois". Cansei de fingir!

- É, você não mudou tanto assim.

- Eu sei.

- Acho que estamos chamando atenção.

- Deve ser porque a gente está tendo uma DR no meio de uma festa!

- Cerveja?

- Pode ser vodka?

Monday, June 25, 2007

Anedotas de São João: Dos amigos, das fogueiras e dos cigarros.

Eu definitivamente acho que eu sou a ex-fumante que todo fumante quer ter por perto. Desde que deixei o cigarro, há um ano e meio mais ou menos, com raras recaídas (3, na verdade- uma com Thaysa em João Pessoa, um único cigarro em festinha mexicana, e a que eu vou narrar neste post). Como eu estava dizendo, eu quase tinha esquecido o porquê de eu ter deixado o cigarro. É bem verdade que o cheiro incomoda e que o fumante possui uma propensão muito maior a uma série de doenças bem complicadas. No entanto, nada disso se compara a insuportável sensação de ter aspirado toda a fumaça das fogueiras de São João que eu estou sentindo hoje.
Eu nunca fui a maior das viciadas, afinal, como digo a todas as pessoas que me perguntam como eu parei de fumar, “para quem já teve 80 quilos e precisou parar de comer, qualquer vício é fichinha”. O grande problema é que eu sempre associei o cigarro às situações mais prazerosas, às sensações mais intensas.
Além do mais, todo ex-deprimido sabe que o cigarro alivia a angústia e a tristeza, que o tempo das tragadas leva você aos pensamentos mais dispersos, fazendo desaparecer, mesmo que por poucos minutos, a sensação de “Nothing Really Matters”.

PARAR DE FUMAR É PHODDA!

Depois de uma quinta adorável e de uma sexta melhor ainda, o meu São João tinha tudo pra ser um grande desastre. Não foi!

*O lugar mais lindo que eu vi nos últimos tempos.

* Meus amigos queridos, que apesar de tantas idas e vindas, de tantas Guerras, de tantas intrigas, e de quase nada em comum, eu aprendi a amar e acho que não vou desaprender nunca.
*Uma sobremesa enorme e maravilhosa, só pro caso de ter alguém na fossa por lá, ansioso por passar o final de semana dando beijinho.

Chegamos sábado à noite e tivemos a infelicidade de ter que ouvir o gosto musical de pra lá de eclético e etílico de Siriema (agora Sassiri) . Uma mistura assustadora entre Cindy Lauper, e pagode dos anos 80! Corri mais cedo da farra, não estava muito pra bebida naquela noite.
Na manhã seguinte, quando todos dormiam, fui despertada por uma harmonia maravilhosa. Elba Ramalho cantava no grande encontro, que é uma coisa que eu nunca ouço, mas que ficou perfeita adicionada à casa e ao clima.
Sai do quarto achando pra cumprimentar quem quer que fosse o dono daquela trilha sonora. Encontrei Thiaguinho sozinho, contemplando a vista, com os pensamentos em um lugar qualquer. Claro que o pobre quase morre do coração com o susto que tomou quando me viu. Eu convidei o meu amigo querido a fumar um cigarro no terraço, num dos momentos mais inesquecíveis, dos finais de semana mais inesquecíveis que eu passei esse ano.
Enfim... agora outra vez ex fumante, sentindo sinceramente que as horas que eu vou perder no nebolizador hoje à noite serão muito bem gastas. =)

Tuesday, June 12, 2007

As bad as it gets

Nada está tão ruim que não possa ficar pior!

Sinceramente, Murphy ficaria orgulhoso da minha noite de ontem. Finalmente eu pude acreditar que estava formada, noite da colação de grau! Todo mundo sabe que eu sou chatíssima, morro de vergonha até de parabéns pra você e tenho horror a toda e qualquer cerimônia do gênero (isso mesmo, eu não pretendo casar na igreja). O que só os íntimos sabem é que o meu pai é exatamente igual a mim e minha mãe exatamente o oposto!
Enfim, depois de passar uma semana levando esporro da minha mãe porque eu era esquisita, etc.etc. e que mães gostavam de formaturas, decido me arrumar beeeem direitinho, fazer uma escova grau 4 no cabelo (uma bem poderosa, só perdendo para a combinação escova + chapinha + kerastase) e fazer cara de princesa de beca.
Foi ai que começou o meu pesadelo. Fui de carro pro trabalho, fui ao salão na hora do almoço e pedi ao meu chefe para sair uma hora mais cedo. Tudo funcionava, à exceção do dilúvio fenomenal que teimava em cair.
P.S. Eu trabalho na Imbiribeira.

5:00 p.m. - Saí mais cedo do trabalho para terminar de me arrumar, afinal acolação era às 7. Quando chego no estacionamento, descubro que o meu carro estava preso por um infeliz mal educado! Resultado, tenho que esperar mais de 40 minutos dentro do carro sem protestar, porque a chuva torrencial não me deixava descer sem assanhar o cabelo.

5:45 p.m. Finalmente consigo sair e me irrito com o dilúvio, o trânsito e os telefonemas histéricos da minha mãe. Muita água, um rio. De repente um ônibus gigante passa ao meu lado, joga uma quantidade enorme de água e mata meu carro afogado. Resultado, carro quebrado, parado, dentro de uma poça d´água na Imbiribeira a uma hora da colação.

6:10 p.m. Uma alma bondosa me ajuda e empurrar o carro até o estacionamento de uma loja (a minha escova, óbvio, já tinha ido pro quinto dos infernos). Desço do carro, escapo de um banho fenomenal de lama e consigo a proeza de fechar o carro com a chave e a bolsa dentro, ainda por cima com a luzinha acesa, iluminando a minha bola aberta. Munida apenas de um celular, pego um táxi fiado, encontro minha mãe em casa e mando um outro motorista de táxi resgatar a minha bolsa.

7:00 p.m. Começo o meu banho quente para relaxar e, claro, a resistência do chuveiro queima, dando um pipoco gigante . Acabo o banho (agora frio) e vou trocar de roupa enquanto o outro motorista de táxi não chega com a minha bolsa resgatada.

7:45 p.m. Com o rosto um pouco mais bonitinho e o cabelo com aspecto de quem saiu da guerra, saio finalmente de casa rumo à colação.

No taxi....

Mamãe: Gilson, bote aquela música de Roberto Carlos pra Renata se acalmar
Gilson: Pois não
Eu: ....

Mamãe: você sabe quem esta cantando minha filha?
Eu: Roberto Carlos?
Ela: Não... é um cantor evangélico que louva ao senhor com voz de Roberto Carlos! Não é o máximo?
8:15 p.m. Ainda no caminho, minha mãe resolve ligar para minha madrinha e pergunta se ela já chegou.

Mãe: Ta onde?
Madrinha: To dentro de uma poça d´água, aqui na Caxangá e você?
Mãe: to perto da poça!

8:30 p.m. Finalmente chegamos e o resto da noite até que deu certo. Depois eu posto umas fotos no flog pra vocês verem se eu fiquei bonitinha de beca. Depois de uma fila enorme, finalmente eu me vinguei da minha mãe... Deixei ela a colação inteira (3 horas de chatisse) do lado de Rafa Guerra. Huhuhuhuhuuh

Eu tenho certeza que Rafa foi pra esse programa de índio só pra eu não poder faltar a dela, mas valeu mesmo assim.

11:30 p.m.

Mamãe: Tire esta louca daqui!!!
Rafa: Renatinha, ela conversou o seu juramento inteiro, eu briguei com ela mas ela nem ligou!
Mamãe: Onde é que desliga hein?
Eu: Ela dormiu muito hoje mamãe, não adianta!
Todos: Vamos pra casa que por hoje o dia já rendeu.
Mamãe: Você realmente deveria escrever sobre isso, minha filha.

Moral dá história: Até na hora de colar grau se formar dá trabalho. Mas agora eu sou oficialmente grande =D

Friday, June 08, 2007

Finding myself in someone else's eyes

Quem me conhece a fundo sabe, que por algum motivo obscuro, eu tenho uma relação muito estranha com pessoas “mais novas”. Eu sinto uma inveja secreta pela falta de maldade, pela visão do mundo quase utópica e, principalmente, pelo instinto estúpido de se jogar e quebrar a cara.

O porquê desse post? Bom, dentre os muitos motivos, eu estou me sentindo especialmente velha nesses últimos meses – mesmo tendo “apenas” 25 anos – embora eu seja uma anta afetiva (maturidade aqui passa longe), mas eu simplesmente perdi o brilho nos olhos, a capacidade de acreditar no impossível, de ir de peito aberto, mesmo sabendo que ia dar tudo errado, só pela emoção de sentir.

Too many scars, indeed L

Enfim...
Estava eu nas intermináveis duas horas de almoço do meu emprego altamente paradoxal (nada mais irônico do que uma aficionada pelas palavras trabalhar lendo números), conversando besteira no MSN e lendo alguns blogs. De repente eu lembrei de um blog, de uma menina que habita o meu msn sabe lá porque, que eu nunca vi na vida e que, antes disso, a única coisa que tinha de diferente eram alguns nicks extraordinariamente criativos.

Os dois posts mais recentes eram deveras muito interessantes, e impressionantemente bem escritos para uma menina de seus 20 anos. Bonitos, muito sensíveis. Fiquei encantada e continuei lendo, afinal, ainda tinha cerca de 40 minutos.

No terceiro post, comecei a sentir uma sensação estranhíssima. Nunca vi tantas coincidências, introspecção, timidez, infância em Aldeia, clássicos herdados! Uma pessoa impressionantemente parecida comigo, com cinco anos a menos e alguns livros a mais.

A maneira de escrever, a maneira de se descrever. Até a leve arrogância típica dos tímidos em excesso que lêem demais. Estou a três, quatro dias relendo esse blog e sorrindo com carinho da minha “imagem” cinco anos antes.

Não sei bem porque estou postando isso, nem se vou mostrar à dita cuja. Mas me acalma bastante saber que em algum lugar no mundo, até bem mais perto de mim do que eu esperava, existe alguém que continua intacto a esse choque brutal que a diferença dos livros e da realidade causa nos serem utópicos e que, principalmente, corrompido ou não pelo mundo (tudo o que sei dessa pessoa são alguns textos postados num blog) não perdeu a capacidade de sonhar.

Bom, depois disso eu só posso ler a “Passagem das Horas”, nada mais propício. Afinal, ainda me restam 30 minutos até o fim do interminável horário de almoço.